Aos 46 anos, Robert Scheidt garante classificação olímpica

Robert Scheidt faz índice e deve ir para sétima Olimpíada

Bicampeão olímpico termina Mundial de Laser em 12º, cumpre critério de classificação e fica muito próximo de sétima Olimpíada

Nesta terça-feira, 9, o bicampeão olímpico Robert Scheidt atingiu o índice técnico para integrar a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O velejador brasileiro terminou em 12º lugar no Mundial da classe laser, em Sakaiminato, no Japão, ficando dentro do top 18 proposto pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e tornando-se elegível para defender o país na Olimpíada.

“Consegui terminar em 12º, com muitos altos e baixos. O lado positivo é que eu consegui fazer o índice proposto pela CBVela. Não me garante a vaga olímpica, mas já é um bom passo, já fico elegível. Tem muitos detalhes da minha velejada para aprimorar a fim de atingir o objetivo de andar no top 5, no top 3”, disse Robert, que em agosto disputa o Evento-Teste Enoshima 2019, na raia dos Jogos de Tóquio 2020.

Com o resultado desta terça, Robert está a um passo de disputar sua sétima Olimpíada. De acordo com o critério estabelecido pela CBVela, a única possibilidade de outro velejador ficar com a vaga brasileira para Tóquio na Laser é subindo no pódio do Mundial da classe em 2020.

Robert já é, ao lado do também velejador Torben Grael, o maior medalhista olímpico do país, com cinco pódios: dois ouros na Laser (Atlanta-1996 e Atenas-2004); duas pratas, sendo uma na Laser (Sydney-2000) e uma na Star (Pequim-2008); e um bronze na classe Star (Londres-2012).

Nesta terça-feira, o brasileiro obteve um 21º e um 32º lugares nas duas regatas disputadas. Assim, terminou o Mundial com 122 pontos perdidos. O pódio foi dominado pela Oceania. O australiano Tom Burton ficou com a medalha de ouro (59 p.p.), seguido pelo compatriota Wearn Matthew (63 p.p.). O neozelandês Gautrey George conquistou o bronze (69 p.p.).

Outro destaque do Brasil no Mundial foi Bruno Fontes, que venceu a última regata da competição e acabou em 25º lugar na classificação, com 160 pontos perdidos. João Pedro Souto de Oliveira ficou em 37º (201 p.p.) e Philipp Grochtmann terminou em 91º (297).

A classe Laser é tradicionalmente uma das mais concorridas, e o Mundial 2019 conta com um total de 156 competidores inscritos.

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