Medalhas de Tóquio 2020 usarão lixo eletrônico

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Os organizadores disseram que as medalhas de Tóquio 2020 serão feitas a partir de lixo eletrônico

Todas as medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio serão feitas a partir de lixo eletrônico reciclado, incluindo smartphones descartados, câmeras digitais e outros aparelhos portáteis e laptops, informaram os organizadores na sexta-feira (9).

As autoridades disseram que esperam coletar dispositivos eletrônicos obsoletos suficientes até o final de março para extrair a quantidade de ouro, prata e bronze que será necessária para fabricar todas as medalhas que serão entregues no próximo ano.

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O Comitê Organizador Tóquio 2020 disse que as autoridades municipais já coletaram 47.488 toneladas de aparelhos em novembro, cerca de 19 meses após o projeto ter sido lançado, com alvos de 30,3 kg de ouro, 4.100 kg de prata e 2.700 kg de bronze.

A meta para o bronze foi alcançada em junho passado, enquanto mais de 90% do ouro e 85% da prata foram coletados, disseram autoridades.

“Estima-se que as quantidades restantes de metais necessárias para fabricar todas as medalhas olímpicas e paralímpicas possam ser extraídas dos dispositivos já doados até março”, disseram os organizadores em um comunicado.

O conceito foi implementado em olimpíadas anteriores, mais recentemente na Rio 2016, onde cerca de 30% das medalhas de prata e bronze foram feitas com materiais reciclados. Mas os organizadores afirmaram que o atual projeto marcará a primeira vez que os cidadãos têm participação direta na doação de materiais eletrônicos usados.

Os desenhos das medalhas de Tóquio 2020 serão revelados ainda este ano.

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Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista, formado pela Universidade Federal do Pará. Já participou da cobertura dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018. Na ocasião, esteve responsável pelas notícias e atualizações da ginástica artística.

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