Temendo tsunami, Tóquio 2020 reduz público da vela

Data:

De acordo com os organizadores, “O número total, incluindo funcionários e a imprensa, será de 5.700”

O número de espectadores nos eventos de vela nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 será reduzido por temores de que uma multidão grande demais possa dificultar a evacuação no caso de um tsunami, de acordo com os organizadores.

Inicialmente, um público máximo de 5.000 pessoas era aguardado para os eventos que ocorrerão na costa de Enoshima, na província de Kanagawa, perto de Tóquio, mas isso será reduzido em mais de 30%, para 3.300, segundo a emissora pública japonesa NHK.

- Advertisement -

“O comitê decidiu limitar o número de espectadores para garantir que todos possam ser evacuados para locais mais altos ou hotéis caso ocorra um desastre. O número total, incluindo funcionários e a imprensa, será de 5.700”, informou a NHK, citando organizadores.

O Japão fica no Anel de Fogo, um arco sismicamente ativo de 40.000 quilômetros do limite da Placa do Pacífico com formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além do Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.

No ano passado, pelo menos 20 pessoas morreram depois que um terremoto de magnitude 6,7 desencadeou um deslizamento de terra na ilha de Hokkaido, ao norte do país.

Em 2011, mais de 20.000 pessoas morreram ou desapareceram no terremoto e subsequente tsunami que atingiu a prefeitura de Fukushima, enquanto centenas de milhares perderam suas casas.

As preocupações com os perigos decorrentes da atividade sísmica para os Jogos de 2020 aumentaram no ano passado, após descobrirem que uma importante empresa de hidráulica japonesa havia manipulado dados de segurança de terremotos para edifícios em todo o país, incluindo alguns locais olímpicos.

O governo local e as autoridades olímpicas ordenaram inspeções nos locais para garantir que eles estejam prontos para o eventp.

Além dos riscos subterrâneos, os organizadores do Tóquio 2020 também precisam se preocupar com o clima acima do solo. Depois de um verão brutalmente quente – e mortal – no ano passado, alguns eventos sofreram mudanças para garantir que os atletas não sejam expostos ao sol do meio-dia.

- Advertisement -
Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista, formado pela Universidade Federal do Pará. Já participou da cobertura dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018. Na ocasião, esteve responsável pelas notícias e atualizações da ginástica artística.

Compartilhe

Recentes