Lewis Hamilton elege GP do Brasil de 2021 como a melhor corrida da sua carreira 

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Em março, Lewis Hamilton completou 10 anos na Mercedes. Com a equipe, o piloto inglês conquistou seis títulos mundiais e oito de construtores. É uma das parcerias mais bem sucedidas da F1.

Em um vídeo divulgado pela Mercedes nas redes sociais, o heptacampeão relembrou alguns momentos marcantes da sua carreira na equipe alemã. Um deles, foi a corrida impecável que o inglês fez no Grande Prêmio do Brasil de 2021, em Interlagos, em São Paulo.

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Hamilton largou em 10º após receber punição na Sprint Race e venceu o GP. Com a vitória, o inglês pegou celebrou o momento ao erguer a bandeira brasileira, como Ayrton Senna fazia. Para o piloto, aquela foi a sua melhor corrida.

“É a minha melhor corrida. Uma das mais especiais da minha carreira. Estava tão orgulhoso por levantar a bandeira no pódio. Porque eu vi as notícias sobre a pandemia e o Brasil perdeu mais de meio milhão de pessoas para o coronavírus, por negligência de certos indivíduos. Havia muita dor lá”, declarou o heptacampeão.

Lewis ainda lembrou que o país é especial para ele por conta do ídolo, Ayrton Senna, e falou sobre o drama que viveu por conta da punição na corrida.

“Eu me fiz a pole e depois fui desclassificado por conta de 0.02 milímetros ou algo do tipo. Passei o resto do dia estudando. Voltei no dia seguinte e pilotei do último ao primeiro. Eu vi a bandeira e peguei, aquilo foi um sinal para os brasileiros de que eu aprecio vocês, aprecio Ayrton”, declarou Hamilton.

Por conta do ato de celebrar com a bandeira brasileira, no ano passado, Lewis recebeu o título de Cidadão Honório do Brasil, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Direitos Humanos

No vídeo, Hamilton ainda falou sobre o momento em que decidiu protestar contra as leis severas de países do Oriente Médio.

“Para mim, é incrível que vivamos em uma época em que ainda existem tantos países ao redor do mundo, mas particularmente muitas questões de direitos humanos no Oriente Médio, direitos das mulheres, direitos LGBTQIA+”, disse Lewis.

“Existem leis que restringem as pessoas de serem elas mesmas e eu sempre arrisquei. Eu vou fazer isso independentemente de eles me jogarem ou não na cadeia, eu vou fazer algo que eu acredito mesmo se eles me matarem. Eu sei que parece louco, mas eu sentia de deveria fazer e mostrar para as pessoas que era importante falar sobre aquilo”, relembrou o piloto.

Lewis começou a usar um capacete com arco-íris no GP do Qatar, onde a homoafetividade é considerada um crime e não é permitido nenhum tipo de manifestação com as cores da bandeira LGBTQIA+.

“Usei e ganhei a corrida. Meu impulso era como se eu tivesse que chegar ao topo do pódio porque isso traria o maior estrondo, a maior consciência para isso e eu consegui. Fiquei muito orgulhoso disso. E continuo usando”, concluiu Hamilton.

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Aila Beatriz Inete
Aila Beatriz Inete
Aila Beatriz Inete é formada em jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA). É apaixonada por exportes e tem experiência na cobertura de eventos esportivos no Pará.

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