Campeão mundial russo critica isenção de uso terapêutico

Campeão mundial russo critica isenção de uso terapêutico

O russo Sergei Shubenkov, campeão mundial dos 110m com barreiras, criticou o sistema de Isenção de Uso Terapêutico (TUE, em inglês) e disse que ele não é confiável.

“Algo deve ser feito com relação às isenções de uso terapêutico”, disse Shubenkov em entrevista à Tass. “É errado um atleta poder tomar uma substância proibida porque está doente. Isso gera suspeita. Não dá para confiar”.

TUE é um termo usado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês) e permite que um atleta consuma legalmente alguma substância proibida presente em medicamento usado para “tratar uma doença ou condição”.

“Queremos confiar neste sistema”, continuou o campeão mundial em 2015 e medalhista de prata no Mundial de Doha este ano. “Mas, no momento, tudo o que está ligado ao controle destes atletas não é transparente. Mais informações devem ser tornadas públicas, explicando como o controle antidoping é realizado”.

“Precisamos de dados concretos. Não é apenas dizer que todos estão limpos, mas relatar quem e onde foi realizado o teste, quantas amostras foram coletadas”, acrescentou.

Atletas com isenção de uso terapêutico

Entre os casos mais famosos de atletas com autorização para consumir algum medicamento com substância proibida, está o da ginasta Simone Biles. A norte-americana precisou se defender das acusações de doping, em 2016, quando hackers publicaram dados médicos sigilosos retirados do banco de dados da Wada.

Naquela ocasião, ela afirmou que tem déficit de atenção e por isso faz uso de ritalina.

– Eu tenho DDA (déficit de atenção) e tomo remédios desde que sou criança. Ter DDA e tomar medicamentos para isso não é nada para se envergonhar nem tenho medo que as pessoas saibam disso – explicou a ginasta no Twitter.

Além dela, outros americanos, como Serena e Venus Williams, têm ou já tiveram autorização para ingerir algum medicamento com substância proibida pela agência mundial de combate ao doping.

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