Após Copa do Mundo, Catar quer organizar Jogos Olímpicos

Catar manifesta interesse em organizar os Jogos Olímpicos de 2032

Doha, Catar – Um dos países mais ricos do mundo, o Catar manifestou interesse em sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2032. Além dele, Austrália, Índia, Indonésia e Alemanha também já declararam interesse para receber o maior evento esportivo do mundo.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou em entrevista à uma rede de TV catari que está feliz com o grande interesse que os Jogos de 2032 estão provocando em Comitês Olímpicos ao redor do mundo.

“Iniciamos um diálogo entre os Comitês Olímpicos Nacionais interessados ​​e uma comissão especial no COI. Naturalmente, damos as boas-vindas ao Catar para participar desse diálogo.”

O interesse do país surge depois de alguns anos envolvido em muitas controvérsias. Em 2010, o Catar foi escolhido para receber a Copa do Mundo Fifa de 2022, apesar das acusações de suborno e corrupção. As mesmas acusações recaíram sobre o Mundial de atletismo realizado na capital do país em 2019.

Entre as principais críticas ao Catar, segundo opositores, é o uso desses eventos para melhorar a imagem do país diante de denúncias de violação dos direitos humanos. O emirado é uma monarquia absoluta governado pela mesma família desde o século XIX.

Por outro lado, o país também sofreu críticas pelas condições de trabalho de migrantes nas obras da Copa do Mundo.

O país também pretende sediar a Copa da Ásia de 2027 e vai disputar com a Arábia Saudita a realização dos Jogos Asiáticos de 2030 – nesse último caso, os países estão envolvidos em uma crise diplomática desde 2017 e, pelo visto, pretendem disputar também qual país cerceia mais os direitos humanos; a Arábia Saudita também é uma monarquia absoluta.

Após saber do entrave, a Anistia Internacional pediu ao Conselho Olímpico da Ásia que as propostas sejam bem avaliadas e todos os riscos potenciais identificados.

O Conselho informou que os Jogos têm como missão promover e defender os direitos humanos nos países-sede.

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