Documentário alemão revela esquema de corrupção e manipulação de amostras na IWF

Documentário alemão revela esquema de corrupção e manipulação de amostras na IWF

Berlim, Alemanha – A Federação Internacional de Halterofilismo (IWF) e seu presidente, Tamás Aján, são acusados de estabelecer uma “cultura de corrupção” e manipulação de exames por décadas, em um documentário que será exibido neste domingo (5).

O programa, produzido por jornalistas da emissora alemã ADR, que também divulgou a história sobre o escândalo de doping na Rússia, revela que atletas do levantamento de peso raramente eram submetidos a testes antidoping. E, quando eram, alguns controladores de doping recebiam dinheiro para trocar suas amostras.

Quase metade dos 450 medalhistas mundiais e olímpicos, entre 2008 e 2017, não foram convocados a realizar nenhum teste antidoping, de acordo com documento produzido pelos repórteres.

Dorin Balmus, médico da seleção de halterofilismo da Moldávia, aparece em filmagens gravadas com câmera escondida explicando como as amostras manipuladas eram trocadas. A equipe disfarçada também filmou Siripuch Gulnoi, medalhista de bronze nos Jogos de Londres 2012, admitindo ter usado esteroides aos 18 anos.

Christian Baumgartner, que dirige a federação alemã, disse à ARD que o chefe da IWF é o culpado pelos crescentes casos de doping na modalidade.

“Aján estabeleceu um sistema de doping no levantamento de peso por décadas. Ele espalhou uma cultura de corrupção na IWF”, disse.

Além do doping, o relatório da ARD também citou documentos que demonstram que pelo menos U$ 5 milhões (cerca de R$ 23 mi) em recursos provenientes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a IWF foram transferidos para duas contas suíças, as quais apenas Aján supervisionava.

Tamás Aján é húngaro-romeno e tem 80 anos. Ele trabalha na Fed0eração Internacional de Halterofilismo desde 1970, tendo assumido o comando da entidade em 2000.

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