Com declaração de amor à ginástica, Alexandra Raisman anuncia aposentadoria

Com declaração de amor à ginástica, Alexandra Raisman anuncia aposentadoria

Massachusetts, Estados Unidos – Tricampeã olímpica e bicampeã mundial, a ginasta Alexandra Raisman não vai disputar a Olimpíada de Tóquio. Ela confirmou a ausência na competição por meio de um post em seu Instagram na terça-feira (14).

Raisman, que disputou os Jogos em Londres (2012) e no Rio de Janeiro (2016), disse que está tirando um tempo para apreciar e refletir sobre as suas conquistas nos últimos anos.

“Os últimos dez anos foram tão agitados que eu não consegui processar tudo o que aconteceu e às vezes me pergunto se algum dia eu vou conseguir”, escreveu ela. “Eu vivi uma vida bem acelerada e às vezes tenho que me lembrar de desacelerar, me desconectar e dedicar um tempo para apreciar o que experimentei e aprendi”.

Na longa publicação, ela lembra dos primeiros passos na ginástica, quando, aos 8 anos, assistia as fitas da Olimpíada de 1996, realizada em Atlanta, nos Estados Unidos.

“Eu sabia cada nota de cor e imitava as séries, girando por toda a casa, esbarrando em móveis e derrubando coisas”, lembrou. “Uma das melhores coisas de ser criança é a crença de que tudo é possível e que nenhum sonho é grande demais”.

Com declaração de amor à ginástica, Alexandra Raisman anuncia aposentadoria
Alexandra Raisman foi a primeira ginasta norte-americana campeã olímpica no solo. Foto: Michael Regan/Getty Images

Raisman também refletiu se teria dito a jovem Aly Raisman sobre as adversidades que enfrentaria em sua longa carreira desportiva. Ela foi uma das centenas de mulheres abusadas pelo ex-médico da seleção americana de ginástica, Larry Nassar.

“Eu me pergunto se eu teria dito a ela que a vida é feita de altos e baixos e que há pessoas no esporte que não conseguirão proteger ela e suas colegas de equipe. Eu me certificaria de que ela soubesse que passaria muita coisa e que ficaria bem”.

Ela encerrou a postagem dizendo que “quando criança, achava que o mais importante era competir numa Olimpíada, mas que aprendeu que o amor pela ginástica é o que realmente importa”.

“É esse amor que alimentou meus sonhos olímpicos, e é esse amor que agora me inspira a fazer todo o possível para tornar o esporte mais seguro para todas as crianças que irão assistir as ginastas em Tóquio, sonhando em um dia chegar lá”, escreveu ela.

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