Prata na maratona da Rio 2016, Eunice Kirwa é suspensa por doping

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Campeã asiática em 2014, Eunice Kirwa admitiu ter infringido as regras e aceitou a sanção

A atleta Eunice Kirwa, vice-campeã olímpica da maratona nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, foi suspensa por quatro anos, por uso de substâncias proibidas, segundo anunciou a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) nesta segunda-feira (17).

Eunice Kirwa, que nasceu no Quênia e se naturalizou bareinita, acusou consumo de eritropoietina (EPO) e está suspensa desde o último dia 7 de maio.

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Medalhista de prata na Olimpíada de 2016, Eunice conquistou o bronze no mundial de 2015 e o ouro nos Jogos Asiáticos de Incheon, em 2014. Ela não perderá nenhuma destes títulos.

No Brasil, Kirwa concluiu a maratona olímpica atrás da queniana Jemima Sumgong, medalha de ouro, que foi suspensa por oito anos em janeiro de 2019, por tentativa de obstrução de uma investigação sobre um teste de doping positivo.

Ela e Ruth Jebet, também do atletismo, foram as únicas medalhistas do Barém na última Olimpíada. Jebet venceu a final dos 3000 metros com barreiras.

Por que o uso de EPO é considerado doping?

O EPO é um hormônio que estimula a medula óssea a elevar a produção de células vermelhas do sangue. Este hormônio causa um aumento na capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. Mais oxigênio no sangue significa mais oxigênio alcançando os músculos para a produção de energia aeróbica, o que resulta em um desempenho melhor do atleta, principalmente em esportes que exigem mais da resistência.

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Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista, formado pela Universidade Federal do Pará. Já participou da cobertura dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018. Na ocasião, esteve responsável pelas notícias e atualizações da ginástica artística.

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