Brasil triunfa no Campeonato Sul-Americano de atletismo

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Vitória Rosa e Rodrigo Nascimento foram os destaques da competição, em que o Brasil manteve uma hegemonia de mais de quatro décadas

O Brasil manteve a sua rotina de vitórias no Campeonato Sul-Americano de Atletismo, encerrado ontem (26), no Estádio da Vila Desportiva Nacional (Videna), em Lima, no Peru, mesmo com desfalques importantes, causados por contusões e prioridades de competições na Europa.

A equipe brasileira somou na 51ª edição do torneio 377 pontos na classificação geral, sendo 180 no masculino e 197 no feminino. A Colômbia ficou em segundo lugar, com 288, seguida da Venezuela, com 153 pontos, no geral. O Brasil ganhou 44 medalhas nos três dias da competição, sendo 15 de ouro, 19 de prata e 10 de bronze.

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As últimas derrotas brasileiras em Sul-Americanos estão bem distantes – foram em 1971, em Lima, quando a Argentina se sagrou campeã no feminino, e em 1974, em Santiago do Chile, quando a Venezuela ganhou o torneio masculino. De lá para cá, só vitórias brasileiras nas duas categorias e no geral.

A carioca Vitória Cristina Rosa conquistou duas medalhas de ouro e só não conquistou a terceira porque foi poupada do revezamento 4×100 m. Vitória venceu os 100 m, com 11.24 (0.6), e os 200 m, com 22.90 (0.8), este seu melhor resultado de 2019. A boa campanha já abriu as portas para o exclusivo time de atletas convidados para competir na Liga Diamante.

A velocista foi quarta colocada na etapa de Xangai da Diamond League, com 11.16 (0.2), no dia 18/5 e agora tem convites para correr os 100 m em Roma (6/6) e Rabat (16/6), além de estar na fila de espera dos 200 m em Oslo (13/6).

Vitória também fechou o revezamento 4×100 m que foi 4º colocado no Mundial de Revezamentos de Yokohama, no Japão, ajudando o Brasil a conquistar vaga no Mundial de Doha (CAT), de 27 de setembro a 6 de outubro.

Outro destaque do Sul-Americano foi o catarinense Rodrigo Nascimento, que volta ao Brasil com três medalhas: uma de ouro, nos 100 m, com 10.28 (-0.9), e duas de prata, nos 200 m, 20.63 (-0.7), e no 4×100 m, com 39.91. Rodrigo, assim como Vitória, disputou o Campeonato Mundial de Revezamentos de Yokohama. Ele abriu a prova para equipe medalha de ouro, título inédito do atletismo brasileiro.

O paulista Altobeli Santos da Silva (Pinheiros) conquistou duas medalhas nas duas provas que disputou em Lima: ouro nos 5.000 m, com 13:50.08, e prata nos 3.000 m com obstáculos, com 8:38.43.

O único recorde do torneio quebrado por um integrante da delegação brasileira ocorreu nos 3.000 m com obstáculos, com a paranaense Tatiane Raquel da Silva (IPEC), com 9:45.52. O recorde anterior era da gaúcha Sabine Heitling, com 9:52.54, desde 2009, obtido também em Lima.

Além disso, nomes como Darlan Romani e Andressa de Morais, recordistas sul-americanos do arremesso do peso e do lançamento do disco, respectivamente, confirmaram seus domínios no continente.

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Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista, formado pela Universidade Federal do Pará. Já participou da cobertura dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018. Na ocasião, esteve responsável pelas notícias e atualizações da ginástica artística.

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