Ederson Vilela define prioridades: São Silvestre e índice olímpico

Ederson Vilela define prioridades: São Silvestre e índice olímpico

São Paulo, Brasil – O corredor paulista Ederson Vilela vivia o melhor momento da carreira no ano passado. Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima na prova dos 10 mil metros (com o recorde pessoal de 28min27s47) e campeão dos 18 mil metros da Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, com 56min19s. Conquistas que embalam os sonhos do fundista, que não foram interrompidos nem mesmo pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Quero acabar com o jejum de dez anos do Brasil na São Silvestre e conseguir também o índice para os Jogos de Tóquio”, projetou o atleta na última quarta-feira (13) em live promovida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Ajustes à parte, o foco olímpico segue total: “Vinha me preparando muito forte para o mundial de meia-maratona [competição prevista inicialmente para março de 2020 na Polônia e remarcada, até o momento, para o mês de outubro]. As primeiras notícias de cancelamento de provas vieram bem em cima do campeonato”.

“Cheguei a ficar sem acreditar que tudo iria por água abaixo. Iria também para a maratona de Viena, em abril. Assim, com toda enxurrada de cancelamentos causada pelo coronavírus, conversei com meu técnico Cláudio Castilho e definimos que, inicialmente, vou focar a busca do índice nas provas de 10 mil metros”, completou.

Dependendo de possíveis alterações na situação do esporte mundial, o corredor e o técnico não descartam novas tentativas de índices nas maratonas. Lembrando que a World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) determinou que nenhuma marca servirá como índice olímpico até 30 de novembro.

“Claro que é um adiamento. Mas sei muito bem o que quero: ser lembrado como um dos grandes fundistas que o Brasil teve. Tenho a confiança de que já trilhei um caminho com erros e acertos e sei que posso chegar lá”.

Em relação à São Silvestre, que o Brasil não conquista desde 2010, Vilela dá uma receita para o final do jejum: “Acho que é questão de encaixar melhor a prova dentro do calendário. Geralmente, no final do ano, estou passando por um treinamento de base visando à próxima temporada. Os africanos têm a vantagem por treinarem regularmente em locais com 2 mil, 2,5 mil metros de altitude. É questão de priorizar a São Silvestre. Pode ser que aconteça este ano, já que ficamos parados praticamente toda temporada. De repente, pode rolar”.

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