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Promotoria pede mais prazo e julgamento de Diack é adiado até junho

A promotoria da França, onde Diack é investigado, recebeu novas provas sobre o caso poucas horas antes do início do julgamento

Paris, França – O julgamento do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (World Athletics, antiga Iaaf), Lamine Diack, em Paris, foi adiado até junho, depois que os promotores receberam documentos sobre o testemunho de seu filho e co-réu Papa Massata Diack.

Diack, acusado de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro em um caso relacionado ao escândalo de doping russo, permanecerá na França até o julgamento ser retomado. O pedido de seus advogados para que ele retornasse ao Senegal foi rejeitado.

O homem de 86 anos, que supostamente encobriu testes positivos de drogas de atletas russos, compareceu ao Tribunal De Grande Instance De Paris para o julgamento que estava programado para ser realizado três dias por semana até 23 de janeiro.

Mas o caso, que pode ter consequências de longo alcance para o esporte mundial, foi suspenso depois que a promotoria financeira nacional recebeu documentos relacionados às evidências fornecidas pelo Papa Massata Diack em novembro.

Os promotores pediram mais tempo para revisar as novas evidências de Papa Massata, que não compareceu ao julgamento, pois ele se recusa a ser extraditado do Senegal.

Eles disseram que receberam três pastas de anotações – que incluem testemunhos que Papa Massata deu a investigadores no Senegal – apenas horas antes do início da audiência na capital francesa.

A reviravolta dramática adia o aguardado julgamento de Diack.

Promotoria pede mais prazo e julgamento de Diack é adiado até junho
Papa Massata Diack é um dos acusados no processo

Diack, presidente da IAAF de 1999 a 2015, nega as acusações. Caso seja condenado, o ex-dirigente da Iaaf deve ser condenado a 10 anos de prisão.

O ex-presidente da Federação Russa de Atletismo, Valentin Balakhnichev, e Alexei Melnikov, ex-treinador de distância do atletismo russo, também devem ser julgados, mas se recusaram a cooperar com a investigação francesa de longa duração.

Tudo começou em novembro de 2015, quando Diack foi indiciado formalmente por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

As investigações do Ministério Público francês também incluem alegações de que Diack usou dinheiro russo para financiar campanhas políticas no Senegal, em troca de esconder os testes de doping positivos de atletas russos.

O acordo também facilitou as negociações com patrocinadores e emissoras russas antes do Campeonato Mundial de Atletismo de 2013, realizado na capital russa de Moscou.

Lamine Diack foi banido para sempre da Iaaf em janeiro de 2016, ao lado de Balakhnichev e Alexei Melnikov.

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