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Lamine Diack, ex-presidente da Iaaf, será julgado a partir desta segunda (13) em Paris

Diack é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e encobrimento de doping de atletas russos

Paris, França – Começa nesta segunda-feira (13), em Paris, França, o julgamento de Lamine Diack, ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (World Athletics), acusado corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e encobrimento de doping.

Além do senegalês de 86 anos, outros seis serão julgados pela corte francesa a partir de amanhã. O grupo, que inclui o filho de Diack, Papa Massata, oficiais russos e o ex-chefe do laboratório antidoping da World Athletics (antiga IAAF), Gabriel Dolle, nega as acusações.

Diack está em prisão domiciliar, em Paris, desde que os promotores franceses iniciaram as investigações há quatro anos. Papa Massata, que classificou as acusações como “a maior mentira da história do esporte”, luta contra sua extradição do Senegal.

O julgamento de duas semanas se concentrará na russa Liliya Shobukhova, campeã da maratona de Londres em 2010. Seu marido, Igor, afirma ter pago £ 450.000 (cerca de R$ 2,4 milhões) ao treinador russo Alexei Melnikov para encobrir violações de doping de Shobukhova.

Lamine Diack, ex-presidente da Iaaf, será julgado a partir desta segunda (13) em Paris
Liliya Shobukhova durante os Jogos Olímpicos de 2012. Foto: Getty Images

Em 2014, após reanálise de material, Liliya foi flagrada em exame antidoping e teve todos os seus resultados, desde 9 de outubro de 2009, anulados. Foi então que o casal exigiu um reembolso e recebeu em torno de £ 250.000 (R$ 1,31 mi) da Black Tidings, empresa singapurense com ligação direta a Lamine Diack.

Além das já citadas acusações, pesam sobre Massata Diack denuncias de que ele teria facilitado acordos com patrocinadores e emissoras russas pelo direito de transmissão do Campeonato Mundial de atletismo de 2013, realizado em Moscou, Rússia.

De acordo com Jeune Afrique, Lamine Diack deve argumentar que adiou, em vez de encobrir, os testes de doping para evitar publicidade negativa na preparação para as Olimpíadas de Londres 2012 e o Mundial de 2013 em Moscou – um evento fortemente financiado com dinheiro russo.

“Nunca encobrimos os casos deles”, disse Diack a Jeune Afrique.

“Apenas pedimos mais tempo para checar os testes e garantir que, se houvesse sanções, elas fossem aplicadas após aquelas competições”.

Outras alegações levantadas contra Lamine Diack e Papa Massata Diack incluem a compra e venda de votos nos processos de candidaturas olímpicas do Rio de Janeiro (2016) e Tóquio (2020).

Diack, que presidiu a Federação Internacional de Atletismo por 16 anos, foi membro do COI entre 1999 e 2013, tendo sido membro honorário até 2015, quando foi excluído após prisão na França.

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