Arthur Zanetti fala de legado, sonhos e importância do técnico Marcos Goto

Arthur Zanetti durante os Jogos Pan-americanos Lima 2019.

Único campeão olímpico do Brasil na ginástica artística, Arthur Zanetti está focado para brigar por sua terceira medalha olímpica. Ouro em Londres 2012 e prata na Rio 2016, ele também quer subir ao pódio em Tóquio 2020. Mas para isso, antes, ele terá um grande teste pela frente: o Mundial de Stuttgart, que começa no próximo dia 4 de outubro na Alemanha.

Em entrevista ao COB (Comitê Olímpico do Brasil), o ginasta falou de seus objetivos para os próximos meses e contou o que faz para conseguir manter-se entre os melhores do mundo mesmo após três ciclos.

Confira a entrevista completa:

Quais são os objetivos da seleção brasileira para o Mundial de Stuttgart?

O nosso principal objetivo é conseguir a classificação para os Jogos Olímpicos, não só individualmente, mas também por equipe. Já estamos batendo nessa tecla há alguns anos.

Imaginando que o Brasil consiga essa vaga e considerando que a ginástica artística masculina conquistou três medalhas no Rio 2016, você acha que é possível manter esse desempenho em Tóquio 2020?

É difícil manter, mas tudo pode acontecer em uma competição. Primeiramente, algumas etapas precisam ser cumpridas, mas acredito e espero que venham três ou mais medalhas.

O que podemos esperar de você nos Jogos Olímpicos?

Primeiro quero me classificar para Tóquio. Depois, gostaria muito de integrar a equipe. Se tudo isso acontecer, os Jogos Olímpicos serão a cereja do bolo. Quero fazer o meu melhor e estar preparado, para se der tudo certo, trazer uma medalha para o Brasil.

Qual é o segredo para se manter tanto tempo no topo?

Acho que a vontade de representar o país, querer ter aquela conquista e traçar o objetivo. A cada competição, quero sempre estar no pódio e ter o melhor resultado. Treino para que os meus objetivos sejam alcançados.

É possível medir o impacto do aspecto mental no seu desempenho?

Acho que o mental é primordial dentro da competição, porque o físico você trabalha durante o ano todo. Na hora, é o psicológico que tem que estar bem para aguentar a pressão da competição, dos adversários e conseguir desenvolver o que vinha sendo feito nos treinamentos.

De que forma os seus resultados, como o ouro em Londres 2012 e a prata no Rio 2016, inspiram os ginastas mais jovens?

Vi o Diego (Hypolito) sendo bicampeão mundial, então acreditei que um dia eu também podia ser. Fui campeão olímpico, então é colocar na cabeça dos atletas que, se treinarem, eles também podem conseguir esses resultados.

Qual é a sua avaliação sobre a nova geração da ginástica artística masculina?

Temos atletas que já estão na seleção e, provavelmente, vão nos substituir. E ainda tem a geração juvenil. A molecada está representando muito bem, já estão conquistando resultados. Posso dizer que estaremos tranquilos na questão de renovação.

Você acredita ter deixado algum legado para a ginástica brasileira?

Posso dizer que sim, na questão de aparelhagem e equipamentos nos ginásios, além da vontade dos atletas de praticar ginástica e querer conquistar resultados.

Para encerrar, qual é a importância do Marcos Goto para a sua carreira?

Ele é essencial, estamos juntos desde os meus oito anos de idade. Foi o meu único treinador e quem me fez ser o atleta que sou hoje, tanto na parte técnica quanto como pessoa. Ele me ensinou tudo, foi o meu mentor dentro da ginástica.

Stuttgart 2019

A 49ª edição do Mundial de ginástica artística será realizado pela terceira vez na cidade alemã de Stuttgart, que recebeu o torneio em 1989 e 2007. Na última edição, o Brasil conquistou duas medalhas: um ouro, com Diego Hypolito no solo, e um bronze, com Jade Barbosa no individual geral, marcando a melhor campanha do país na história.

Todos os detalhes sobre a competição estão disponíveis no site do torneio. Acesse!

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