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Calor ofusca os 20km da marcha atlética em Doha; Caio Bonfim é 12º

Mais uma vez, as condições climáticas em Doha ofuscaram o Mundial de atletismo. Nesta sexta-feira (4), a sensação térmica de 40 graus e a umidade de 80% levaram alguns atletas a desistir da final dos 20km da marcha atlética, que começou às 23h59min local justamente para amenizar estes problemas.

Entre as desistências, o caso mais grave foi o do alemão Nils Brembach, que desmaiou após uma hora de prova. Apesar do susto, o atleta foi imediatamente atendido e passa bem. A Iaaf, Associação Internacional de Federações de Atletismo, informou que ele sofreu intensa desidratação durante a prova.

O japonês Toshikazu Yamanishi conquistou a medalha de ouro ao cruzar a linha de chegada em 1:26:34. O russo Vasiliy Mizinov, que compete como Atleta Neutro Autorizado (ANA), ficou com a prata (1:26:49) e o sueco Perseus Karlstrom com o bronze (1:27:00). O brasileiro Caio Bonfim terminou em 12º lugar.

Esta foi final de marcha atlética 20km mais lenta da história de um Mundial. Antes, a marca pertencia ao Mundial de 1999, em Sevilla, na Espanha, quando o primeiro colocado cruzou a linha de chegada em 1:23:34.

Ao todo, 12 atletas não terminaram a prova. Foram sete desistências e cinco desclassificações.

Caio Bonfim é punido

O brasiliense Bonfim entrou na prova buscando repetir a terceira colocação do último Mundial, mas teve problemas desde o início. Logo nos quilômetros iniciais da prova, ele caiu para a 37ª colocação e teve que buscar uma recuperação.

Quando conseguiu encaixar sua prova, assumiu a 18ª posição, mas foi obrigado a parar por dois minutos por conta de uma punição.

“Fiz uma boa prova, o que me atrapalhou foi a punição. Mesmo com os dois minutos perdidos, eu me recuperei e corri atrás dos caras. Minha prova é isso, de recuperação. Se não tivesse a punição eu poderia ter brigado por medalha”, explicou o atleta após a prova.

Melhor atleta do país nesta prova, Caio Bonfim disse que estava preparado para a prova e reclamou da punição.

“Eu nunca estive tão bem preparado na minha vida. Bati recorde nos treinos. Fiz aclimatação de 13 dias. Acho que faltou bom senso dos árbitros, talvez. Eu estava pronto pra esse calor. Mas estou feliz. Sei que dei meu máximo”.

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