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‘Não sei quem é o melhor’, diz Nadal sobre Federer

Espanhol atual líder do ranking mundial falou em entrevista ao L'Équipe

Paris, França – Eleito pela quarta vez como o principal esportista do ano pelo periódico francês L’Equipe, o espanhol Rafael Nadal afirmou que não saberia dizer hoje quem teve a melhor carreira na comparação com o suíço Roger Federer ao longo da entrevista dada ao jornal e divulgada neste sábado.

“Antes Roger era um tenista mais completo do que eu, em todas as superfícies. Hoje em dia, como tenho cinco anos a menos, as coisas mudaram e o físico interfere”, avalia o líder do ranking. “Se estou muito bem, sou superior a ele. Caso contrário, ele vencerá. Seria justo dizer que não existe muita diferença entre nós hoje. Não sei dizer quem tem sido o melhor”.

E complementa: “Devem se considerar outros parâmetros, ainda que seja evidente o impacto dos títulos de Grand Slam. Mas me parece que há outros fatores que merecem ser valorizados”. No Australian Open que começa dentro de quatro semanas, Nadal terá a chance de igualar os 20 troféus de Slam colecionados por Federer.

Rafa não escondeu sua surpresa pela grande reviravolta que obteve nesta temporada. “Sou uma pessoa muito emocional. Em 2019, houve um momento em que estive num nível muito baixo na questão mental, mas consegui me recuperar e alcançar o máximo. A partir de Madri, joguei muito bem. Desde Wimbledon, perdi uma única partida, isso é incrível”.

Lembrado de que atingiu um percentual de vitórias na quadra dura superior à do saibro, o espanhol brincou. “Sigo sendo melhor na terra. O fato é que tudo ficou mais fácil depois que venci Roma e Roland Garros. É verdade que poderia ter me saído melhor o saibro, mas vinha de experiências ruins em Acapulco e Indian Wells. Se estiver 100%, ainda tenho mais chance de ganhar na terra do que na dura”.

Sobre a nova geração, Nadal foi questionado sobre a chance de 2020 ver quatro campeões de Slam com menos de 30 anos. “Não creio. Poderia acontecer, mas francamente apostaria todo meu dinheiro que não irá acontecer. Ao mesmo tempo, não acho que o Big 3 siga ganhando todos os quatro Slam, algum jovem deve ganhar”.

Por fim, o canhoto espanhol disse que seria um sonho disputar as Olimpíadas de 2024 em Paris, mas que não se sabe o que acontecerá até lá. “A lógica indica que não, mas cinco anos atrás eu não imaginaria que conseguiria tudo o que obtive em 2019. E o mesmo posso dizer de 2009. Se tivessem perguntado se ainda estaria jogando em 2020, eu diria que não”.

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