Tenista ucraniana diz que joga contra russas como “um soldado na guerra”

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A tenista ucraniana Elina Svitolina, ex-top 5 e uma das maiores vozes do circuito contra a guerra entre Rússia e seu país, voltou a falar sobre o delicado assunto em entrevista ao britânico Daily Mail. Ela revelou como se sente ao enfrentar uma russa em partidas oficiais da WTA.

“É difícil, ainda tem muita coisa acontecendo dentro e fora da quadra. É preciso muita energia para estar no vestiário e jogar contra elas, porque sinto que elas estão representando o país delas e eu estou representando o meu”, disse ao mencionar jogos contra russas.

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“Parece um pouco com uma guerra, mas claro que não é uma guerra. Porém, existem diferentes batalhas dentro desta guerra, então, cada vez que entro em quadra contras elas é uma motivação a mais. Sei que as pessoas estão na Ucrânia assistindo e sinto essa responsabilidade”, comentou a ucraniana.

“Isso me tira muita energia, então, eu penso que a pressão é um privilégio. Vou lá e luto como faz um soldado na Ucrânia”, relacionou os fatos. “Foi um ano que esgotou a energia, ainda é difícil mentalmente, mas diariamente encontrei motivação para continuar a trabalhar no meu percurso profissional, porque sei que posso usá-lo como uma plataforma para coisas mais importantes e para aumentar a consciência sobre a Ucrânia”.

Elina Svitolina em 2023

Svitolina é a atual número 25 da WTA e este ano disputou 13 torneios, tendo chegado a semifinal em Wimbledon, onde parou diante daquela viria a ser a campeã da edição: Marketa Vondrousova.

Matéria publicada originalmente no Site do Tênis, sua fonte de notícias sobre a modalidade no Brasil e em Portugal.

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Gabriel Lima
Gabriel Lima
Gabriel Lima é jornalista, formado pela Universidade Federal do Pará. Já participou da cobertura dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018. Na ocasião, esteve responsável pelas notícias e atualizações da ginástica artística.

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