US Open pode colocar a saúde dos tenistas em risco, diz Simona Halep

A realização do US Open pode colocar a saúde dos tenistas em risco, diz Simona Halep

Bucareste, Romênia – Em meio às várias restrições que podem ser impostas pela organização do US Open aos jogadores, a romena Simona Halep alertou para aumento do risco de lesões durante o Grand Slam norte-americano. Ainda não se sabe se o torneio, previsto para começar em 31 de agosto, será mesmo realizado ou se o evento será cancelado, como aconteceu com Wimbledon.

Alguns dos protocolos de segurança que já foram divulgados pela imprensa dizem respeito à redução no número pessoas circulando no complexo Billie Jean King. Cada jogador só poderia levar um integrante da equipe para o clube, o técnico seria o escolhido na maioria dos casos, enquanto preparadores físicos e fisioterapeutas ficariam afastados. Além disso, os tenistas ficariam quarentenados desde que chegassem a Nova York e hospedados em hotéis próximos do torneio, sem acesso a outras regiões da cidade.

“Definitivamente, tenho fortes preocupações em ir para lá com essas condições”, disse Halep, por e-mail, ao jornal New York Times. “Não apenas porque estamos no meio de uma pandemia, mas também devido ao risco de viajar, à quarentena em potencial e às mudanças no torneio”.

“Estamos acostumados com as coisas operando de maneira muito diferente e não seria uma transição fácil, principalmente em nossos corpos”, acrescentou a vencedora de dois Grand Slam. A romena segue treinando em quadras de saibro em seu país. Existe a possibilidade de uma nova temporada de saibro ser remarcada, como preparação para Roland Garros, marcado para começar em 20 de setembro.

A jogadora de 28 anos entende o impacto financeiro que o cancelamento de mais um Grand Slam pode causar ao circuito, mas que cabe a cada tenista decidir sobre a viagem a Nova York.

“Sei que, financeiramente, os promotores e patrocinadores do torneio gostariam que o evento acontecesse. E também tem muitos jogadores sem trabalho, mas acho que é uma decisão pessoal que precisamos tomar. É importante entender que todos têm necessidades e circunstâncias e devemos fazer o que é melhor para nossa saúde pessoal e também pensar a longo prazo sobre nossa carreira”.

O discurso de Halep corrobora com as falas de seu treinador, o australiano Darren Cahill. Em recente entrevista à Reuters, Cahill destacou que as exigências são difíceis de serem colocadas em prática.

“Do ponto de vista de Simona, ela teria que sair da Romênia, passar quatro semanas em um hotel em Nova York e só pode trazer uma pessoa. Normalmente você tem um fisioterapeuta, um parceiro de treino, um técnico e talvez um ou dois preparadores físicos”.

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