Ex-número 1 do Brasil, João Souza é expulso permanentemente do tênis

Ex-número 1 do Brasil, João Souza é expulso permanentemente do tênis

Londres, Reino Unido – O brasileiro João Souza está banido permanentemente e proibido de “competir ou participar de qualquer evento aprovado, organizado ou reconhecido por órgãos do tênis”, informou a Unidade de Integridade do Tênis (UIT) neste sábado (25). João era investigado por corrupção e manipulação de resultados em torneios da modalidade em quatro países entre 2015 e 2019.

Além da suspensão permanente, o ex-tenista terá que pagar uma multa de U$ 200 mil (cerca de R$ 800 mil reais). A decisão é definitiva e não cabe recurso.

Feijão, como sempre foi conhecido pelo público, estava suspenso desde março do ano passado, quando a UIT e a Federação Internacional de Tênis (ITF) iniciaram as investigações sobre potenciais condutas antidesportivas praticadas por ele.

“A investigação da UIT concluiu que, entre 2015 e 2019, o jogador cometeu inúmeras violações do Programa Anticorrupção de Tênis (TACP). Isso inclui repetidos incidentes de manipulação de resultados em torneios da ATP (Associação de Tenistas Profissionais) e ITF no Brasil, México, Estados Unidos e República Tcheca”, diz o comunicado.

O caso de Feijão foi analisado por Richard McLaren, auditor independente anticorrupção no esporte, em uma audiência disciplinar realizada no último dia 14 de janeiro em Londres. McLaren já atuou em outros importantes casos de governança e corrupção no esporte. É de sua autoria o dossiê que revelou o esquema de corrupção da Rússia em 2015.

Ex-número 1 do Brasil, João Souza é expulso permanentemente do tênis
Richard McLaren em 2015, após divulgação do dossiê que abalou o esporte da Rússia. Foto: ©Getty Images

Atualmente, o ex-jogador de 31 anos aparece na posição número 742 no ranking de simples da ATP, tendo atingido o 69º posto, em abril de 2015. Nas duplas, seu melhor ranking foi o 70º, conquistado em janeiro de 2013.

As violações do TACP de que ele foi considerado culpado são as seguintes:

Seção D.1.d. Nenhuma pessoa deve, direta ou indiretamente, inventar ou tentar inventar o resultado ou qualquer outro aspecto em qualquer evento.

Seção D.1.e. Nenhuma pessoa deve, direta ou indiretamente, solicitar ou facilitar qualquer jogador a não usar seus melhores esforços em nenhum evento.

Seção D.1.f. Nenhuma pessoa deve, direta ou indiretamente, solicitar ou aceitar qualquer dinheiro, benefício ou consideração com a intenção de influenciar negativamente os melhores esforços de um jogador em qualquer evento.

Seção D.2.a.i. No caso de qualquer jogador ser abordado por qualquer pessoa que ofereça dinheiro ou benefício a um jogador para (i) influenciar o resultado ou (ii) fornecer informações privilegiadas é obrigação deste relatar esse incidente à UIT o mais rápido possível.

Seção F.2.b. Todas as pessoas devem cooperar plenamente com as investigações conduzidas pela UIT, inclusive fornecendo evidências nas audiências, se solicitado. Nenhuma pessoa deverá (i) adulterar, danificar, desativar, destruir ou alterar qualquer evidência ou outra informação relacionada a qualquer infração de corrupção.

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