Federer afirma que pode seguir jogando até 2021

Quito, Equador – Durante sua turnê latino-americana, o suíço Roger Federer encarou mais uma vez uma sequência de perguntas sobre sua aposentadoria, tocando no assunto em cada novo lugar em que desembarcava para jogar. O atual número 3 do mundo reforçou ainda não ter uma data estipulada e cogitou seguir jogando além de 2020.

“Eles me perguntaram a semana toda sobre o assunto e só posso dizer que todos saberão quando eu tomar a decisão. Tenho meu calendário de 2020 já definido. Se não tiver lesões e minha família apoiar, não vejo razão para não continuar competindo em 2021”, afirmou o tenista da Basileia, que agora irá descansar e curtir a família antes de iniciar a pré-temporada para o próximo ano.

“Faz muito tempo que dizem que estou no trecho final da minha carreira, mas não sei quando vou parar de jogar. Esse esporte tem sido a minha vida nesses anos e será difícil tomar essa decisão”, comentou o suíço em entrevista ao El Comercio, na qual também falou sobre suas principais metas para 2020.

“A primeira é a mais óbvia de todas, que é estar bem fisicamente durante todo o ano, para me sentir competitivo e lutar pelos grandes títulos. Depois, há outros objetivos mais específicos, como lutar mais uma vez por Wimbledon e pela conquista da medalha de ouro nos Jogos de Tóquio”, comentou Federer, que tem uma prata olímpica em simples (Londres 2012) e um ouro nas duplas (Pequim 2008).

O suíço revelou estar bastante empolgado em poder disputar pela última vez os Jogos Olímpicos, principalmente por não ter conseguido comparecer no Rio 2016. “Sentia falta dessa competição, já que não pude jogar quatro anos atrás por causa de uma lesão no joelho, que me impediu de jogar tênis por muitos meses”, lembrou o dono de 20 títulos de Grand Slam.

Questionado sobre a possível perda do recorde de Slam, vendo cada vez mais de perto o espanhol Rafael Nadal e o sérvio Novak Djokovic, ele foi direto. “Eu não teria nenhum problema nisso. Lembro-me da felicidade em meus olhos quando consegui me tornar o tenista com mais títulos de Grand Slam na história do tênis. O objetivo era atingir esse recorde e não o manter para sempre”.

Federer ainda falou com carinho do que leva das exibições latino-americanas. “A comida é muito boa, as pessoas muito apaixonadas pelo tênis e são muito carinhosos. Fico um pouco mal por não ter jogado lá antes, mas há muito poucos torneios no circuito nesta área. Adoraria jogar em Acapulco em algum momento, mas infelizmente coincide com o torneio de Dubai, um dos eventos fixos do meu calendário”.

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