Com 16 medalhas, Brasil garante melhor campanha na história da Universíade

Com 16 medalhas, Brasil garante melhor campanha na história da Universíade

Com 15 medalhas conquistadas e uma garantida, Brasil já superou sua melhor marca na competição

O Brasil brilhou em dose dupla no atletismo da Universíade 2019 nesta quinta-feira (11.07). Alison Santos venceu a prova dos 400m com barreiras e Paulo André Oliveira conquistou seu segundo ouro na competição, desta vez nos 200m. Com as duas medalhas douradas e mais uma prata garantida no futebol, já que a seleção brasileira venceu a Rússia por 2 x 1 na semifinal, o Brasil já garantiu a melhor campanha de sua história na Universíade.

Em Nápoles, o país soma 4 ouros, 2 pratas e 9 bronzes. Em Kazan 2013, na Rússia, foram 4 ouros, 3 pratas e 4 bronzes. Como o futebol garantiu pelo menos uma prata, o Brasil já pode comemorar sua melhor campanha em todos os tempos. Até agora, as 15 medalhas contabilizadas colocam o Brasil no 11º lugar do quadro de medalhas. Por número de medalhas, o país está em 10º. Em Kazan, ficou em 17º.

E o melhor é que ainda há chances concretas de mais pódios. Quem garante é o maior medalhista do atletismo brasileiro em Nápoles. “Estou muito feliz. É o segundo ouro, espero conseguir o terceiro no revezamento. Mas estou muito feliz de entrar para a história da Universíade”, disse Paulo, que ainda vai disputar o revezamento 4 x 100m livre, cuja final está marcada para sábado.

Especialista nos 100m, que ganhou com folga na terça (09.07) ao marcar 10s09, Paulo fez uma semifinal difícil e depois viu o amigo e colega de revezamento Rodrigo Nascimento ficar fora da final. Uma conversa com seu pai e treinador, Carlos José, foi o que trouxe a confiança de volta. “Quando corri a semifinal fiquei meio assim, tive uma corrida meio estranha, mas conversei com meu técnico, botei minha cabeça no lugar. Essa parte mental é importante. Entrei na pista confiante, fiz a minha prova, e acabou que saiu minha melhor marca. Era 20s29, e agora 20s28. Pouca coisa, mas é sempre bom melhorar”.

Quando terminou a prova, à frente de seu principal adversário na Universíade, o sul-africano Chederick Van Wyk, que ficou com 20s44, o brasileiro fez questão de voltar até onde estava o pai na arquibancada e mandar um recado. “Ele sabe como estou me sentindo. Ele viu em mim aquele desconforto, porque a semifinal não foi tão boa, e ele é a pessoa que faz isso em mim, que me bota onde eu devo estar, que é no topo, no primeiro lugar. Quando eu passei ali, só olhei para ele e falei ‘eu te amo’. Eu queria até pular o alambrado para comemorar com ele”, brincou.

Mais tranquilo, com o ouro no peito, Paulo até arriscou uma dancinha para comemorar com o amigo Alison Santos. “A gente é muito unido, independentemente da prova. Eu e o Alisson então… A gente se conhece há pouco tempo, mas já tenho ele como irmão. Vou levar para o resto da minha vida”.

Prata garantida no futebol

O Brasil também fez história no futebol masculino nesta Universíade. Pela primeira vez, o time conseguiu se classificar para a final da competição. Antes disso, os melhores resultados no futebol masculino tinham sido dois bronzes: um em Palma de Mallorca-1999 e outro em Shenzhen-2010. A vaga veio com uma vitória sobre a Rússia por 2 x 1.

O Brasil abriu o placar logo aos 14 minutos de jogo, com Rafael dos Santos, de cabeça. Logo no lance seguinte, Eduardo Luiz ampliou. E a seleção foi para o intervalo com 2 x 0 no placar. No segundo tempo, Pogorelov diminuiu logo aos 6 minutos. Os russos tentaram pressionar, mas o Brasil se segurou até o fim e carimbou o lugar na decisão.

Agora, vai brigar pelo ouro com o Japão, que eliminou a Itália na outra semifinal em um jogo emocionante: 3 x 3 no tempo tempo normal e 5 x 4 para os japoneses nos pênaltis. A final está marcada para sábado, a partir das 16h, no Estádio Arechi, em Salerno.

Comentários (0)

Leave a Reply

© 2018-2020 Agência Olímpica.

Rolar para cima