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Elina Svitolina elimina Simona Halep e faz quartas em Nova Iorque

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Nova Iorque, EUA – A primeira quadrifinalista da chave feminina do US Open é a ucraniana Elina Svitolina, que abriu a rodada deste domingo vencendo um grande jogo contra a romena Simona Halep, superando a ex-número 1 do mundo em sets diretos, com placar final de duplo 6/3 anotado em 1h17 de confronto.

Svitolina alcança as quartas em Flushing Meadows apenas pela segunda vez na carreira, algo que fizera apenas em 2019, quando foi até as semifinais. Para igualar tal campanha, ela terá que superar na próxima partida a vencedora do confronto entre a alemã Angelique Kerber e a sensação canadense Leylah Fernandez, algoz da japonesa Naomi Osaka.

Disputado com o teto fechado do estádio Arthur Ashe, por causa da chuva que caia em Nova York, a ucraniana fez valer o melhor momento no circuito e apostou na consistência para derrubar Halep. Ela fechou a partida com menos bolas vencedoras (16 a 24), mas compensou ao cometer menos erros não forçados que a romena (14 a 22).

Outra estatística importante e favorável a Svitolina foi o aproveitamento com o saque, vencendo 64% dos pontos disputados contra apenas 50% da adversária, que encarou 11 break-points contra e perdeu o serviço cinco vezes. Do outro lado, a ucraniana foi ameaçada em quatro oportunidades e amargou duas quebras contra.

Halep até largou na frente no primeiro set e chegou a sacar para fazer 3/1, mas teve a quebra devolvida prontamente. Ela teve mais dois break-points no sétimo game com Svitolina sacando em 15-40, mas a ucraniana não apenas salvou ambos, como logo em seguida anotou o break que definiu o resultado da parcial.

O começo do segundo set foi parecido com o anterior, só que com papéis invertidos. A ucraniana quebrou e sacou para 3/1, mas perdeu a vantagem. Contudo, depois do 3/3 só deu Svitolina, que venceu dois games seguidos de serviço da romena e assim marcou 6/3 para sacramentar sua sexta vitória em 10 duelos com a rival.

De virada, Bia Haddad Maia vence o W60 de Collonge-Bellerive

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Collonge-Bellerive, Suíça – Não foi fácil para a paulista Beatriz Haddad Maia na final do W60 de Collonge-Bellerive deste domingo. Cabeça de chave número 3, ela perdeu o primeiro set para a lucky-loser turca Ipek Oz, mas buscou a virada, venceu com parciais de 5/7, 6/1 e 6/4 e comemorou o título no saibro suíço.

Este é o 16° título da carreira profissional de Bia, sendo o quarto só em 2021. Ela já havia vencido outros dois torneios no saibro, em Córdoba e Buenos Aires na Argentina, e outro no piso duro de Montemor, em Portugal. Todos aqueles torneios eram W25.

O começo da partida não foi favorável à brasileira, que perdeu o saque logo no primeiro game. Ela até conseguiu devolver a quebra para fazer 5/5, mas voltou a amargar um break na sequência, viu Oz fazer 6/5 e então sacar para o primeiro set. Bia salvou um set-point, teve dois break-points, mas no final sucumbiu diante da turca, que largou na frente.

Ao contrário do que aconteceu na parcial inicial, na qual Bia ficou atrás o tempo todo no placar, na segunda foi ela que comandou do princípio ao fim. A canhota paulista abriu 2/0 de cara, chegou a sofrer uma quebra no terceiro, mas depois do 2/1 foi dominante e venceu os quatro games seguintes para empatar o jogo.

No terceiro e decisivo set, mais uma vez quem saiu na frente acabou levando. Assim como fizera no segundo, Bia também marcou 2/0 na largada, mas desta vez não deixou a vantagem escapar. Ela salvou dois break-points no quarto game e fechou no terceiro match-point que teve a seu favor, marcando 6/4 para fechar a partida em 2h49 de duelo.

Com a conquista desta semana, Bia receberá 96 pontos e dará um salto de 28 colocações no ranking e subirá pelo menos para o 146º lugar na próxima atualização da lista, que será divulgada logo após o US Open. Ela precisa ainda de pelo menos mais 303 pontos para retornar ao top 100, faixa de ranking na qual não figura há exatos dois anos.

Bia já acumula 51 vitórias na temporada, considerando todos os níveis de competição. A paulista de 25 anos tem disputado um grande número de torneios em busca da recuperação no ranking e tentando voltar ao grupo das cem melhores do mundo. A melhor marca de sua carreira foi o 58° lugar.

US Open: veja a programação completa deste domingo (5)

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Nova Iorque, EUA – Os primeiros classificados para as quartas de final de simples do US Open serão conhecidos a partir das 12 horas deste domingo, quando os três principais estádios de Flushing Meadows recebem os oito jogos previstos.

O número 2 do mundo Daniil Medvedev faz duelo inédito contra Daniel Evans no segundo jogo da Arthur Ashe, logo depois do 10º duelo entre Elina Svitolina e Simona Halep, em que a ucraniana lidera por apertados 5 a 4 nos confrontos diretos.

A rodada noturna fica com o aguardado duelo entre Frances Tiafoe e Felix Auger-Aliassime, que nunca se enfrentaram, e termina com as campeãs de Grand Slam Barbora Krejcikova e Garbiñe Muguruza, que já se encararam duas vezes em 2021 com uma vitória para cada lado.

Sensações da sexta-feira, o garoto espanhol Carlos Alcaraz joga às 16 horas na Grandstand contra o quali alemão Peter Gojowczyk e a canadense Leylah Fernandez faz duelo de canhotas contra a ex-número 1 e campeã do US Open Angelique Kerber.

Pela chave de duplas, Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski buscam as oitavas às 15h30. Veja a ordem dos jogos em cada quadra com horários de Brasília:

Arthur Ashe – 13h00
[5]Elina Svitolina (UCR) vs. [12]Simona Halep (ROM)
[24]Daniel Evans (GBR) vs. [2]Daniil Medvedev (RUS)
Não antes das 20h00
Frances Tiafoe (EUA) vs. [12]Felix Auger-Aliassime (CAN)
[8]Barbora Krejcikova (TCH) vs. [9]Garbiñe Muguruza (ESP)

Louis Armstrong – 12h00
[Q]Botic Van de Zandschulp (HOL) vs. [11]Diego Schwartzman (ARG)
Não antes das 14h00
[16]Angelique Kerber (ALE) vs. Leylah Fernandez (CAN)
[15]Elise Mertens (BEL) vs. [2]Aryna Sabalenka (BLR)

Grandstand – 15h30
Petra Martic (CRO)/Shelby Rogers (EUA) vs. [5]Luísa Stefani (BRA)/Gabriela Dabrowski (CAN)
Não antes das 16h00
[Q]Peter Gojowczyk (ALE) vs. Carlos Alcaraz (ESP)

Novak Djokovic vira sobre Kei Nishikori e avança no US Open

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Nova Iorque, EUA – O vigésimo encontro entre Novak Djokovic e Kei Nishikori terminou com mais uma vitória do sérvio, que superou o japonês pela 18ª vez na carreira e a 17ª seguida.

Líder do ranking mundial, Djokovic começou atrás no placar, mas conseguiu superar o rival por 6/7 (4-7), 6/3, 6/3 e 6/2 em 3h32 para chegar às oitavas de final do US Open. Ele não perde para Nishikori desde 2014, quando foi superado pelo japonês na semifinal do Grand Slam norte-americano.

Campeão em Nova York nos anos de 2011, 2015 e 2018, Novak Djokovic busca o 21º título de Grand Slam, o que faria dele o recordista isolado em conquistas de torneios deste porte. Além disso, o sérvio de 34 anos pode conseguir uma façanha ainda maior. Ele já venceu o Australian Open, Roland Garros e Wimbledon na atual temporada e tenta ser o primeiro homem desde Rod Laver, em 1968, a conquistar os quatro principais do torneios do tênis no mesmo ano.

O próximo adversário de Djokovic no US Open virá do confronto entre o russo Aslan Karatsev e o norte-americano Jenson Brooksby. O número 1 d do mundo tem uma vitória e uma derrota contra Karatsev, 25º do ranking, e ainda não enfrentou Brooksby, jovem de 20 anos e 99º colocado.

Bia Haddad Maia derrota francesa e vai à final no W60 de Collonge-Bellerive

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Collonge-Bellerive, Suíça – A paulista Beatriz Haddad Maia segue fazendo bonito no saibro do W60 de Collonge-Bellerive e vai disputar o título no torneio suíço. Neste sábado, a cabeça de chave número 3 fez valer o seu favoritismo no duelo com a francesa Amandine Hesse, oitava pré-classificada, triunfando em sets diretos e com o placar final de 6/1 e 6/3.

Na decisão de domingo, a canhota paulista será desafiada pela lucky-loser turca Ipek Oz, que aproveitou muito bem a chance recebida no torneio e vai buscar o título. Na semifinal, a atual 420 do mundo deixou pelo caminho a quarta favorita, a húngara Anna Bondar com uma vitoria por 2 sets a 0 de placar final 7/5 e 6/3, após 1h53 de jogo.

Para superar seu último obstáculo rumo à final, Bia gastou 1h19 em quadra e começou a partida já mostrando quem daria as cartas no primeiro set, conquistando uma quebra logo no primeiro game. Ela deixou escapar um break-point no terceiro, único game vencido por Hesse na parcial, e voltou a bater o saque da francesa no quinto e no sétimo.

Tentando reagir, Hesse largou com quebra no segundo set, mas durou pouco a felicidade da francesa, que perdeu o saque logo em seguida. A definição veio entre o quinto e o sexto games, com Bia salvando dois break-points no seu serviço e depois levando a melhor na devolução para obter a quebra que a fez abrir 4/2. Ela então precisou apenas administrar a vantagem para ficar com a vitória.

Com a pontuação somada nesta semana, a paulista vai dar um bom salto no ranking. Ao se garantir na decisão do torneio, Bia deve chegar à 157ª posição, 17 acima da que ocupa atualmente. Ela pode subir até 146º posto se for campeã no domingo.

Carlos Alcaraz comenta vitória sobre Stefanos Tsitsipas e diz que estava no limite físico

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Nova Iorque, EUA – Com apenas 18 anos, o espanhol Carlos Alcaraz colocou de vez seu nome entre os candidatos a grandes títulos no futuro. Ele derrotou o grego Stafanos Tsitsipas, número 3 do mundo, em uma batalha de cinco sets, pela terceira rodada do US Open. O jovem tenista ainda tenta entender tudo o que aconteceu em quadra na última sexta-feira no US Open.

“Não tenho palavras para explicar como me sinto agora. Não sei o que aconteceu na quadra. Não acredito que venci Stefanos Tsitsipas em uma partida épica. Para mim, é um sonho que se tornou realidade”, celebrou o espanhol, que bateu um top 10 pela primeira vez e se tornou o mais jovem a alcançar as oitavas em um Grand Slam desde Andrei Medvedev em 1992, em Roland Garros.

“Quando caí na quadra no final do jogo, pensei na minha família, nos meus amigos e em outras pessoas que estavam me apoiando em Murcia. Minha equipe inteira também me apoiou na academia. Pensei em todas as pessoas que me apoiaram em Murcia desde o início desta história. quando eu era criança e tudo mais. Foi incrível”, contou Alcaraz.

A comparação outros nomes já estabelecidos no circuito é algo que o espanhol prefere deixar um pouco de lado. “Não copio nenhum estilo, estou apenas tentando jogar meu próprio jogo. Mas se for para falar de um jogador parecido com o meu jogo, acho que é Federer, pois tento ser agressivo o tempo todo. Ainda preciso melhorar um pouco o serviço”, comentou o atual 55 do mundo.

Contando com o amplo apoio da torcida, Alcaraz disse ter se surpreendido. “Não pensei que isso fosse acontecer, mas o público estava o tempo todo me apoiando, me empurrando para cima a cada momento. Fiquei realmente surpreso. Foi muito importante, acho que sem a torcida não teria tido a oportunidade de jogar um ótimo quinto set e vencer Stefanos”.

Seu desempenho no tiebreak final também foi destacado, principalmente por ter se mantido firme após deixar escapar os dois primeiros match-points. “Mesmo perdendo os dois últimos pontos do meu saque, não desisti. Eu acreditei em mim mesmo no último ponto. Ele estava servindo muito bem, mas sabia que precisa ser agressivo até o fim e fui”, explicou o espanhol, que também falou do desgaste após uma longa batalha.

“Sinto que fisicamente estava no meu limite, principalmente a partir do final do terceiro set. Stefanos começou muito bem o quarto set e quebrou meu saque no segundo game. Acho que já estava pensando no quinto. Ele jogou muito bem nos primeiros quatro sets. No início do quinto, tive que jogar muito agressivo, o melhor tênis que já joguei. Sim, foi muito difícil para mim”, finalizou.

Karolina Pliskova salva match-point, derrota Amanda Anisimova e avança em NY

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Nova Iorque, EUA – No jogo que encerrou a programação desta quinta-feira no Arthur Ashe Stadium, a número 4 do mundo Karolina Pliskova foi levada ao limite pela norte-americana Amanda Anisimova, jovem de 21 anos e 75ª colocada. Jogando com torcida contra e diante de uma adversária muito corajosa, a tcheca precisou salvar um match-point e contou com seu ótimo saque para disparar 24 aces na vitória por 7/5, 6/7 (5-7) e 7/6 (9-7) em 2h21 de partida.

Pliskova manteve a escrita de nunca ter perdido para Anisimova no circuito, tendo vencido todos os quatro duelos entre elas. A tcheca agora enfrenta a australiana Ajla Tomljanovic, 46ª do ranking, que derrotou a tcheca Petra Martic, 32ª colocada, por 7/6 (8-6) e 6/4. O histórico novamente é favorável, 5 a 1 para a ex-líder do ranking mundial.

A partida entre Pliskova e Anisimova teve duas jogadoras agressivas e apostando na potência dos golpes do fundo de quadra. Elas fizeram uma disputa de games rápidos e pontos definidos em poucas trocas de bola. Reconhecida como uma das melhores sacadoras do circuito, Pliskova escapou de várias situações de risco com seus aces. Anisimova fez mais winners, 37 a 22, mas também fez mais erros, 44 contra 39 da tcheca.

Anisimova chegou a ter quebra acima no primeiro set, quando vencia por 4/3, mas Pliskova venceu quatro dos últimos cinco games da parcial. Já o segundo set não teve quebras ou mesmo break-point e teve oscilações dos dois lados nos winners e erros. A definição ficou para o tiebreak, em que duas duplas faltas da tcheca custaram-lhe a perda do set.

A parcial decisiva foi novamente sem quebras de serviço, mas Anisimova teve que escapar de três break-points, um deles com erro da tcheca, e outros dois com muita coragem. O tiebreak do terceiro set começou melhor para norte-americana, que abriu 4-1, e depois 5-2, mas Pliskova conseguiu reagir e vencer quatro pontos seguidos. A jogadora da casa salvou o primeiro match-point que enfrentou e teve sua chance de fechar a partida, mas Pliskova conseguiu escapar e venceu os últimos três pontos do jogo.

Djokovic passa fácil por Griekspoor e confirma encontro com Nishikori no US Open

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Nova York (EUA) – Com bastante tranquilidade, Novak Djokovic venceu seu segundo jogo no US Open. O número 1 do mundo superou o holandês Tallon Griekspoor, 121º do ranking, por 6/2, 6/3 e 6/2 em 1h39 de partida. O sérvio, que vinha de uma vitória em quatro sets contra o dinamarquês de 18 anos Holger Rune na estreia, marcou sua 40ª vitória na temporada e a 23ª consecutiva em torneios do Grand Slam.

Djokovic agora enfrenta o japonês Kei Nishikori, ex-número 4 do mundo e atual 56º do ranking aos 31 anos. Nishikori venceu uma batalha de cinco sets contra o norte-americano Mackenzie McDonald por 7/6 (7-3), 6/3, 6/7 (5-7), 2/6 e 6/3. Esta foi a 27ª vitória do japonês em 34 partidas definidas no quinto set em sua carreira. O sérvio lidera o histórico de confrontos contra Nishikori por incríveis 17 a 2.

O primeiro set foi impecável para Djokovic, que conseguiu duas quebras, não enfrentou break-points e cedeu apenas quatro pontos em seus games de serviço, e só um quando colocou o primeiro saque na quadra. O sérvio liderou a estatística de winners na parcial por 13 a 6 e cometeu apenas sete erros não-forçados.

O domínio de Djokovic continuou no segundo set, com o sérvio abrindo 3/0 no placar e chegando a liderar por 4/1. Griekspoor, de 25 anos e que tem como melhor ranking o 105º lugar, até devolveu a quebra e reduziu a diferença para 4/3, mas voltaria a perder o saque logo na sequência, permitindo ao líder do ranking definir a parcial em seu serviço. As estatísticas foram mais equilibradas, 9 a 6 em winners para o sérvio, que cometeu 9 erros contra 12 do rival. Durante a parcial, o sérvio reclamou com o árbitro sobre um torcedor que ficava gritando durante seus movimentos para execução do saque ou do smash.

Em vantagem no placar no terceiro set, Djokovic ampliou a liderança e conseguiu uma quebra para fazer 3/2. Na sequência, reverteu um 0-40 em seu saque, nas únicas oportunidades que o adversário teve para reagir. O sérvio ganhou ainda mais confiança e voltou a quebrar o serviço de Griekspoor antes de fechar o jogo. O sérvio disparou 13 aces na partida, liderou a estatística de winners por 33 a 20 e cometeu 20 erros não-forçados contra 28 do holandês. Além disso, criou dez oportunidades de quebra e aproveitou seis chances, perdendo apenas um game de saque em toda a partida.

Stefanos Tsitsipas se defende e diz que não fez nada de errado: ‘Não entendo as vaias’

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Nova Iorque, EUA – Mais uma vez a longa pausa para ir no banheiro roubou a cena na entrevista coletiva do grego Stefanos Tsitsipas após sua segunda vitória no US Open. O número 3 do mundo foi bombardeado com questões sobre o assunto, chegou ele inclusive a questionar os jornalistas e o moderador teve que intervir mais de uma vez.

Tsitsipas começou dizendo que, após toda a questão envolvendo o britânico Andy Murray, que reclamou de sua demora no duelo entre eles na estreia em Nova York, pensou sim em ser mais rápido. Contudo, ainda assim levou mais de sete minutos fora de quadra após perder o terceiro set para o francês Adrian Mannarino, que venceu por 6/3, 6/4, 6/7 (4-7) e 6/0.

“Gostaria de saber: qual é a regra? As regras existem para serem seguidas, não? Se eu quebrar uma regra, claro que vou ser culpado, mas se estou seguindo as diretrizes, qual é o problema?”, questionou o grego, logo antes de o moderador interpelar pela primeira vez. Mas então foi Tsitsipas que resolveu fazer uma pergunta.

“Eu não sou de cuidar da vida de outras pessoas, mas me lembro de assisti-lo quando era mais jovem. Você pode, por favor, verificar quando Andy Murray enfrentou Novak Djokovic na final aqui, antes do quinto set, naquele intervalo, você poderia dar uma olhada quanto tempo ele demorou e me avisar na próxima vez?”, disparou Tsitsipas.

O jornalista questionado pelo grego respondeu que já havia pesquisado antes e que foram menos de três minutos. “Menos de três minutos, tudo bem. Então, mais três minutos fazem a diferença?”, rebateu o número 3 do mundo. Veio então outra interferência do moderador para esfriar os ânimos e abrir espaço para eventuais outras questões.

Tsitsipas falou então sobre seu próximo rival, o jovem espanhol Carlos Alcaraz. “Ele é um jovem talento que tem se saído muito bem recentemente, vem melhorando constantemente e subindo no ranking. Tem um bom jogo para todas as superfícies e o vejo como um potencial candidato para títulos de Grand Slam e outros grandes eventos no futuro”, analisou.

Contudo, as críticas às longas pausas do grego voltaram à pauta. “São apenas minhas necessidades pessoais. Alguns jogadores levam, como sabemos, muito mais do que 25 segundos entre os pontos, o que é justo e acontece de verdade. Não tenho nada contra qualquer adversário e nunca reclamo do que os outros fazem”, comentou Tsitsipas.

“Desde criança, meus pais me ensinaram a não cuidar dos negócios dos outros e me concentrar em mim mesmo. Simplesmente não entendo quando alguns jogadores criticam os outros jogadores ou colocam muita ênfase nisso durante a partida. O jogo é o jogo. Fiz tudo da maneira certa e se não tivesse feito deveria ser penalizado”, acrescentou o grego, que também falou sobre as vaias dos fãs.

“Não fiz nada de errado, então não entendo. Não tenho nada contra eles, amo os fãs, mas algumas pessoas não entendem, não jogaram tênis em alto nível para saber quanto esforço e como é difícil fazer o que estamos fazendo. Às vezes, precisamos de uma pequena pausa para continuar bem em quadra”, finalizou.

Diego Schwartzman leva a melhor sobre Kevin Anderson e avança em NY

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Nova Iorque, EUA – Em jogo entre dois ex-integrantes do top 10, Diego Schwartzman levou a melhor sobre Kevin Anderson e garantiu vaga na terceira rodada do US Open. Ele venceu por 7/6 (7-4), 6/3 e 6/4. Apesar de ter sido definida em sets diretos, a partida teve 3h12 de duração, além de uma longa paralisação para troca de quadra, por conta da chuva.

O argentino de 29 anos e número 14 do mundo tem agora uma ótima chave pela frente e entra como amplo favorito para a sequência da competição. Schwartzman enfrenta na próxima fase o eslovaco vindo do quali Alex Molcan, canhoto de 23 anos e apenas 138º do ranking. Em caso de vitória, os possíveis adversários nas oitavas seriam o também argentino Facundo Bagnis, 80º do mundo, ou o holandês vindo do qualificatório Botic Van de Zandschulp, 117º colocado e algoz do cabeça 8 Casper Ruud.

As melhores campanhas de Schwartzman no US Open foram as quartas de final, alcançadas em 2017 e 2019. Apesar de ter caído ainda na rodada de estreia na edição passada do torneio, os 360 pontos conquistados há dois anos permanecem em seu ranking e ele precisa tentar defender esse resultado.

Mudança de quadra por conta da chuva

A partida entre Schwartzman e Anderson precisou mudar de quadra no início do segundo set. Com a forte chuva e os ventos nesta quarta-feira em Nova York, nem mesmo o teto retrátil do Louis Armstrong Stadium impediu que a quadra ficasse impraticável, já que a arquitetura do estádio tem uma parte vazada. A solução foi transferir a partida para o Arthur Ashe Stadium no fim da rodada da quadra principal do complexo.

Durante o primeiro set, Schwartzman só precisou fazer 4 winners contra 20 de Anderson, mas cometeu apenas 10 erros e contou com os 28 erros não-forçados do adversário. Quando a partida foi interrompida, o argentino já havia vencido o set inicial e liderava a parcial seguinte por 2/1.

Na volta, Schwartzman fez um set impecável ao ceder apenas cinco pontos nos games de saque, sendo somente um quando colocou o primeiro serviço em quadra. Além disso, pressionou constantemente o saque de Anderson e mostrou golpes excelentes. Deu um lob no grandalhão de 2,03m, explorou outra subida do rival para aplicar uma passada e conseguiu a quebra de serviço.

No início do terceiro set, o argentino sofreu um pouco com os erros e duplas faltas, mas escapou de dois break-points e conseguiu a quebra pouco depois. Com jogo muito firme do fundo de quadra, Schwartzman sustentou bem alguns ralis longos na reta final da partida para confirmar sua vitória em três sets.

Dominic Thiem diz que Andy Murray estava certo em reclamar da postura de Stefanos Tsitsipas

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Viena, Áustria – Atual campeão do US Open, o austríaco Dominic Thiem não viajou para Nova York neste ano para defender o título por causa de uma lesão no punho direito, mas isso não o impede de acompanhar de longe o torneio e inclusive de comentar sobre a polêmica e longa ida ao banheiro do grego Stefanos Tsitsipas na vitória de virada sobre o britânico Andy Murray na primeira rodada.

Thiem defendeu Murray, mas também ponderou a necessidade de sair de quadra em um jogo longo. “Eu vi a maior parte da partida e entendendo totalmente o Andy. Mas também entendo que, principalmente com as condições de Nova York, você precise pelo menos duas vezes em uma partida de cinco sets porque só assim é possível trocar a parte de baixo”, falou o austríaco.

“Não há maneira de contornar isso, especialmente se você suar muito. Mas deve haver um limite de tempo para isso, porque se você sai para trocar todas as suas roupas, não demora muito, três ou quatro minutos, no máximo cinco. Então deve haver um limite de tempo para isso”, acrescentou Thiem, criticando a longa demora de Tsitsipas em suas saídas de quadra.

O austríaco acredita que os quase oito minutos levados pelo grego na virada do quarto para o quinto set foram um exagero e por isso ficou ao lado de Murray. “Ouvi a entrevista coletiva de Andy e ele estava certo. Tudo isso esfria seu corpo, você fica travado e não é nada fácil”, finalizou o atual número 6 do mundo.

Novak Djokovic é exigido já na estreia, mas supera adversário de 18 anos em 4 sets

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Nova Iorque, EUA – A estreia de Novak Djokovic no US Open seguiu o roteiro dos três últimos Grand Slam que o sérvio disputou e ele marcou sua 22ª vitória seguida em competições deste porte. Djokovic enfrentou o dinamarquês de 18 anos Holger Rune, ex-líder do ranking juvenil e atual 145º da ATP, que deixou uma boa impressão em quadra ao tirar um set do número 1 do mundo, mas Djokovic fez valer seu favoritismo e venceu por 6/1, 6/7 (5-7), 6/2 e 6/1 em 2h15 de partida.

Djokovic, assim, dá mais um passo em busca do Grand Slam da temporada. Isso porque ele já venceu o Australian Open, Roland Garros e Wimbledon este ano. O último homem a conseguir essa incrível façanha na mesma temporada foi o australiano Rod Laver ainda em 1968. Entre as mulheres, Steffi Graf fez o mesmo em 1988 e ainda foi além, conquistando também a medalha de ouro olímpica em Seul.

O adversário de Djokovic na segunda rodada será o holandês Tallon Griekspoor, jogador de 25 anos e 121º do ranking, que derrotou o alemão Jan-Lennard Struff por 2/6, 7/6 (7-3), 4/6, 6/4 e 7/5. O confronto entre eles será inédito no circuito profissional. Caso o sérvio alcance a terceira fase, poderá enfrentar o japonês Kei Nishikori ou o norte-americano Mackenzie McDonald.

Já Rune disputou seu primeiro Grand Slam como tenista profissional. O dinamarquês vinha de 13 vitórias seguidas no circuito nas últimas semanas, com dois títulos de challenger no saibro europeu, em San Marino e Verona, além dos três jogos que venceu durante o quali em Nova York, diante de Lukas Lacko, Mitchell Krueger e Mats Moraing. Ele iniciou a temporada ocupando apenas o 475º lugar no ranking da ATP e já saltou mais de 300 posições durante a temporada. Em seus melhores momentos na partida, arrancou muitos aplausos do público e ganhou a simpatia dos torcedores no Arthur Ashe Stadium.

O primeiro set foi bastante tranquilo para Djokovic, que conseguiu duas quebras e não enfrentou break-points. O sérvio só perdeu seis pontos em seus games de serviço e já largou com 3/0 antes de voltar a quebrar. Rune conseguiu uma quebra de serviço no início do segundo set e ganhou confiança. O dinamarquês já não errava tanto e conseguia equilibrar as ações em algumas trocas de fundo, encontrando mais dificuldades nos momentos em que o sérvio usava de variações. A parcial teve duas quebras para cada lado e Rune começou muito bem no tiebreak, ao abrir 4-0 e suportar a pressão de Djokovic até o fim do set.

O número 1 do mundo retomou o domínio das ações no terceiro set, novamente sem enfrentar um break-point sequer. Quando o sérvio já tinha quebra acima na parcial, Rune passou a sofrer com problemas físicos. O dinamarquês sentiu dores na coxa esquerda e chegou a receber atendimento do fisioterapeuta. Também passou a receber visita dos médicos dos torneio nas viradas de lado no terceiro e quarto sets. O jovem tenista de 18 anos já fazia o possível para forçar o saque e todos os golpes, na tentativa de encurtar os pontos, mas se tornou presa-fácil na reta final da partida.