Em 2019, Simone Biles pode quebrar mais um recorde

Maior campeã mundial da história da ginástica artística, Simone Biles pode tornar-se a primeira ginasta a superar a marca de 20 medalhas em mundiais.

A ginasta artística estadunidense Simone Biles (21) é, sem dúvida alguma, o maior nome da modalidade dos últimos anos, quiçá da história. Biles tornou-se a primeira ginasta a conquistar quatro ouros em uma única edição olímpica, desde a romena Ecaterina Szabó, em 1984. Em mundiais, é a maior detentora de títulos, com 14 medalhas de ouro.

Nascida em Columbus, Ohaio, em 14 de março de 1997, Simone Arianne Biles detém um quadro de medalhas invejável por qualquer grande desportista. Em 6 anos na equipe nacional dos Estados Unidos, Biles conquistou o que nenhum outro ginasta, homem ou mulher, conseguiu em mais de 70 anos de história da entidade.

Seu primeiro grande triunfo aconteceu em 2013, durante o Campeonato Mundial de Antuérpia. Nesta competição, Biles conquistou quatro medalhas: dois ouros, uma prata e um bronze. Começava ali sua jornada dourada em mundiais. No ano seguinte, competiu em Nanning e dobrou suas medalhas de ouro: quatro conquistas douradas e uma prata. Em Glasgow 2015, mundial pré-olímpico, Simone conquistou o tricampeonato consecutivo por equipes, individual geral e solo, além do bicampeonato na trave e o bronze no salto – único aparelho em que ela  não conquistou o título antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, 2016.

Simone encerrou a primeira parte da sua carreira em Mundiais com 14 medalhas, sendo dez destas de ouro.

Em 2016, nos Jogos Olímpicos , primeiro de sua carreira, Biles chegou ao Rio de Janeiro como a “atual campeã mundial” em 3/5 das provas individuais da ginástica. Como esperado, ela conquistou o ouro com a seleção americana na disputa por equipes, no individual geral, solo e salto. Na trave, aparelho no qual era bicampeã mundial, conquistou o bronze, apesar de um erro grave durante a série. Esse erro e a perda do ouro custou a Biles o recorde de maior campeã olímpica em uma única edição dos Jogos. Fica para 2020.

Simone decidiu descansar em 2017 e, portanto, não competiu, mas deixou claro que voltaria a treinar em 2018 para disputar as competições daquele ano.

Como prometido, Biles retornou aos treinos no início do ano passado, a fim de disputar o Campeonato Nacional Americano e o Campeonato Mundial de Doha. Com técnico novo, ela voltou como se não houvesse parado em nenhum momento. Em excelente forma física, talvez melhor do que antes, ela voltou fazendo elementos mais difíceis e, mesmo com a mudança no Código de Pontuação, suas rotinas ainda eram as melhores.

Em Doha, Simone Biles conseguiu vagas e conquistou medalhas em todas finais. Nem mesmo as quedas no individual geral foram suficientes para tirar dela o quarto título consecutivo na prova e o recorde de maior campeã da prova. No salto, ela apresentou um elemento novo, agora nomeado “Biles”, movimento de maior dificuldade do aparelho no Código de Pontuação, 6.4. Ela também conquistou o ouro nesse evento, além do solo e equipes. Nas barras assimétricas, ficou com a prata e na trave com o bronze.

Com essa participação, Biles chegou a marca de 20 medalhas em mundiais, empatando com a russa Svetlana Khorkina na primeira posição. Na média, a ginasta norte-americana tem um saldo melhor: 4 participações e 20 medalhas, enquanto que a russa conquistou suas 20 medalhas em 8 exibições mundiais.

Simone Biles pode, facilmente, superar esse número no mundial de Stuttgart este ano. Aliás, a única maneira dela não conquistar nenhuma medalha nesse mundial é não participando.

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