Ouro, prata, bronze, látex

Campanha de camisinhas da empresa Benetton para os Jogos Olímpicos de 2016.

Depois de 24 anos, as Olimpíadas voltaram à Ásia. Seul, no coração da Coreia do Sul, foi a escolhida para sediar a 21ª edição do evento. O Comitê Olímpico Internacional, preocupado com os casos de HIV registrados na edição anterior, disponibilizou 8,5 mil preservativos para os credenciados. Apesar do baixo número, a ação foi considerada um sucesso e repetida nas edições seguintes. Assim começou a campanha que já distribuiu mais de 1,5 milhões de preservativos em 30 anos.

Quatro anos depois, nos Jogos de Inverno de Albertville, na França, o número de preservativos mais que triplicou: foram 30 mil. Pacotes com três camisinhas eram distribuídos gratuitamente para os atletas. Para os demais, as camisinhas eram vendidas a menos de 2 dólares. Naquele mesmo ano, em Barcelona, novo recorde: o comitê local dos Jogos decidiu entregar 90 mil preservativos, estabelecendo uma média de nove camisinhas para cada um dos mais de 9300 atletas participantes.

Em 1994, na décima sétima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, Lillehammer, Noruega, o número caiu, em relação à Barcelona: apenas 40 mil. Menor ainda foi o total distribuído nos Jogos de Atlanta 1996: apenas 15 mil. Segundo a organização, os preservativos seriam entregues apenas para os atletas que estivessem “no clima”.

Em Nagano 1998, o número voltou a crescer: 36 mil camisinhas foram postas à disposição de pessoas credenciadas. Em Sydney 2000, a organização teve de disponibilizar um número adcional de camisinhas. Inicialmente, 70 mil foram distribuídas, mas esse número não foi suficiente para dar conta da demanada e mais 20 mil foram entregues em seguida.

Salt Lake 2002 foi a primeira Olimpíada a atingir o número de 100 mil preservativos distribuídos em uma única edição, número superado por Atenas 2004, que pôs a disposição 130 mil camisinhas doadas pela Durex, assim como 30 mil sachês de lubrificante.

A organização de Turin 2006 não divulgou os números, apenas que “os atletas encontrariam facilmente os preservativos, caso precisassem”. Em Pequim 2008, assim como em 2000, os atletas acabaram com o estoque de 100 mil camisinhas da vila olímpica.

As Olimpíadas de Vancouver 2010 deram prioridade aos não-esportistas. Apesar de terem distribuído 100 mil preservativos, apenas 40 mil deste total destinavam-se aos atletas. O resto foi entregue à equipe de segurança, voluntários, e colocado em banheiros públicos.

Londres 2012 abasteceu a vila olímpica com 150 mil camisinhas, todas doadas pela Durex, patrocinadora oficial da competição. Dois anos depois, em Sochi 2014, Olimpíada mais cara da história, foram 100 mil.

Os Jogos da Rio 2016 quebraram todos os recordes desde 1988, início da campanha. Foram 450 mil preservativos disponibilizados para os 17 dias de evento, sendo 100 mil femininos. A preocupação do comitê organizador, além de infecções transmitida por contato sexual (ISTs) ou gravidez, era o Zika vírus.

Nas Olimpíadas de PyeongChang 2018, na Coréia do Sul, a empresa Barunsengkak doou 100 mil preservativos e a Associação Coreana de AIDS mais 10 mil, totalizando 110 mil camisinhas distribuídas para os atletas e membros dos Comitês Olímpicos Nacionais no evento.

Abaixo, você confere o gráfico com o número de preservativos distribuídos nesses 30 anos por cada uma das sedes das Olimpíadas de Inverno e Verão. Ao todo, foram mais de um milhão e meio de camisinhas.

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