notícia e opinião sobre esporte

Arthur Nory e Beatriz Ferreira vencem o Prêmio Brasil Olímpico 2019

Cidade das Artes, Rio de Janeiro – Em uma cerimônia marcada pela celebração à campanha histórica do Brasil nos Jogos Pan-americanos Lima 2019 e pela proximidade dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, o Prêmio Brasil Olímpico elegeu o ginasta Arthur Nory e a pugilista Beatriz Ferreira como os melhores atletas de 2019.

Campeões mundiais e pan-americanos, os atletas comemoraram mais uma conquista inédita na carreira, em festa organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) nesta terça-feira, 10, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

“Esse discurso vem sendo preparado há quatro anos. A edição de 2015 foi a primeira em que participei do PBO e vi atletas sendo homenageados. Aquilo ficou martelando na minha cabeça, queria poder disputar um dia. A força que me move é que sou apaixonado pela ginástica, amo treinar e competir, além de sonhar muito alto, ter os meus objetivos e trabalhar muito para chegar onde quero. Quero ser o melhor não só no tablado, mas também na vida”, disse Nory, que deu o nono título de melhor Atleta do Ano para a ginástica artística, maior vencedora do PBO.

“Esse ano foi incrível, estou realizada. Mas Tóquio 2020 está logo ali, pretendo conseguir esse feito lá (medalha olímpica). Quero agradecer a todos que me ajudam, já que sozinha não chegaria a lugar algum. E acreditem em mim porque vou representar bem o Brasil em Tóquio”, completou Bia, que ainda teve outro motivo para comemorar, já que seu treinador, Mateus Alves, foi eleito o melhor treinador de modalidades individuais de 2019, ao lado de Renan Dal Zotto, do vôlei, nos esportes coletivos.

Uma bonita homenagem foi prestada também a Oscar Schmidt, maior cestinha da história do basquete (49.737 pontos) e com cinco participações em Jogos Olímpicos, que recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, destinado a personalidades do esporte que representem os valores que marcaram a vida e a carreira do saltador, como ética, espírito coletivo, eficiência técnica e física, respeito ao próximo e companheirismo.

“Sou um brasileiro, um grande brasileiro. Parece que a história premia quem se esforça. Quero homenagear aqui o meu parceiro de basquete e de vida, Marcel de Souza. Tivemos nossa vitória inesquecível naquele pan-americano (Indianápolis 1987), um bando de loucos treinado pelo gênio Ary Vidal. Tenho que homenagear também o Claudio Mortari, com quem ganhei quase todos os títulos. E, por último, agradecer a pessoa mais linda que já vi, a minha menina, Maria Cristina Schmidt, que está há 44 anos junto comigo”, discursou o emocionado Oscar.

Outras homenagens foram prestadas a ídolos do esporte nacional: Joaquim Cruz (atletismo), Guilherme Paraense (tiro esportivo), Maria Lenk (natação), Sylvio de Magalhães Padilha (atletismo) e João do Pulo (atletismo), que agora integram o Hall da Fama do COB. Além de serem reverenciados no palco, Joaquim e os familiares dos outros atletas participaram de uma cerimônia especial antes da festa começar.

“É uma alegria imensa e uma honra enorme ser reconhecido, principalmente nessa classe de atletas. Só engrandece mais o momento. Um país sem memória não tem história, não tem futuro”, declarou Joaquim Cruz, ouro em Los Angeles 1984 e prata em Seul 1988, ambas nos 800m.

Num dos prêmios mais aguardados da noite, Hugo Calderano venceu o Atleta da Torcida, após forte campanha nas redes sociais. O mesatenista não pode comparecer ao evento já que disputa as finais do Circuito Mundial da ITTF, a partir desta quinta-feira, 12, em Zhenghou (China).

Já na categoria Jogos Escolares, quatro jovens se destacaram na edição de Blumenau 2019 e foram premiados na Cidade das Artes: a pernambucana Pâmela Nievilly (atletismo) e o piauiense Klerton Zaidan (badminton) na categoria 12 a 14 anos; a catarinense Maria Luiza Elói (vôlei) e o mato-grossense Guilherme Porto (wrestling), entre os atletas de 15 a 17.

O Prêmio Brasil Olímpico homenageou ainda os medalhistas dos Jogos Pan-americanos Lima 2019, naquela que foi a melhor campanha do Time Brasil na história da competição: 168 medalhas (54 ouros, 45 pratas e 69 bronzes).

Leia também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar usando este site, você concorda com a utilização de cookies. AceitarLeia mais