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Tricampeã mundial do salto em altura, Mariya Lasitskene precisa de um ‘milagre’ para ir à Tóquio 2020

Fenômeno da modalidade, Lasitskene pode ficar de fora da Olimpíada, mais uma vez, por causa das sanções aplicadas ao atletismo da Rússia

Moscou, Rússia – Mariya Lasitskene é uma das grandes apostas da Rússia no atletismo. Tricampeã mundial do salto em altura (2015, 2017 e 2019), a atleta de 27 anos busca repetir as fortes atuações na Olimpíada de Tóquio, que começa em 24 de julho.

Antes, porém, o desafio é outro: garantir a presença do atletismo russo na competição. Em 2016, após o escândalo de doping patrocinado pelo alto escalão do governo russo, a modalidade foi banida pela Federação Internacional de Atletismo (World Athletics, antiga Iaaf) da Rio 2016.

“Quase não há chance de eu competir nas Olimpíadas de Tóquio de 2020”, disse Lasitskene à agência japonesa Kyodo News esta semana. “Também tenho poucas esperanças de competir como atleta neutro (não sob a bandeira da Rússia)”.

A atleta também disse que nunca usou nenhuma substância proibida nem fez parte do esquema de doping, mas se vê com poucas esperanças de competir na capital japonesa a menos de seis meses do início do evento.

Em dezembro passado, a Agência Mundial Antidoping (Wada) concedeu à Rússia uma proibição de quatro anos de competir em grandes eventos esportivos internacionais, incluindo as Olimpíadas de 2020 e Paraolimpíadas.

Enquanto os atletas limpos da Rússia poderão participar sob a bandeira neutra, Lasitskene enfrenta a possibilidade de perder seus segundos jogos seguidos por causa de uma possível proibição geral do órgão mundial do atletismo, como ocorreu há quatto anos.

“A Federação Russa de Atletismo e o Ministério do Esporte não fizeram nada para proteger os atletas limpos. Nada mudou em quatro anos”, disse ela.

“Não é justo que eu seja responsabilizado pelos erros e pela falta de profissionalismo dos outros”.

A Rússia está suspensa desde novembro de 2015 pela World Athletics, mas alguns atletas do país são autorizados a competir, desde que comprovem estarem limpos.

No entanto, esse caminho deu uma guinada em novembro passado, quando a Unidade de Integridade de Atletismo, uma divisão de monitoramento independente da World Athletics, revelou altos funcionários da federação russa de atletismo obstruíram sua investigação sobre um atleta.

Além disso, a AIU disse em janeiro que recomendou à World Athletics impor sanções severas e suspender o processo de “atleta neutro autorizado”, possivelmente resultando na exclusão de Lasitskene e outros atletas de Tóquio 2020.

A agência antidoping da Rússia (Rusada) interpôs um recurso contra a decisão da Wada no Tribunal de Arbitragem do Esporte.

“Para os atletas, as Olimpíadas são o maior sonho e objetivo”, disse Lasitskene. “Quero muito ir a Tóquio e tenho feito o possível para terminar no pódio, mas a situação é decepcionante.”

“No momento, é impossível (para mim competir em Tóquio) a menos que um milagre aconteça.”

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