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Sebastian Coe classifica o Mundial de Doha como “o melhor da história”

Apesar dos problemas enfrentados no Mundial de Doha, como o baixo público e as altas temperaturas, a competição foi descrita pelo presidente da Iaaf , a Associação Internacional de Federações de Atletismo, como “o melhor Mundial da história”.

Sebastian Coe usou alguns números para justificar a classificação: seis recordes de campeonato quebrados, com 43 países subindo ao pódio. Além disso, 61 marcas continentais foram batidas e 86 novos recordes nacionais foram estabelecidos.

“Quem segue nosso esporte de perto, sabe que classificamos nossos campeonatos pelas performances dos atletas”, disse Coe. “É assim que nós, atletas e treinadores, medimos nosso sucesso. Os rankings de desempenho da competição são usados como uma medida objetiva da qualidade de uma competição internacional.”

Desta forma, o Mundial de Doha, realizado entre 27 de setembro e 6 de outubro, está em primeiro lugar na classificação geral da entidade, com 195.869 pontos. Logo atrás, aparece Pequim 2015, com 194.547, seguido por Londres 2017, 193.426 pontos. Moscou 2013, com 192.664, e Berlim 2009, com 191.168, completam o top 5.

Doha 2019: problemas e soluções

Desde o início, quando a cidade foi escolhida para organizar o evento, a principal preocupação era o clima. Por isso, para amenizar o calor no estádio, a organização decidiu instalar refrigeradores nas arquibancadas. Nas provas de rua, a solução encontrada foi realizá-las durante a madrugada local.

Outro problema, talvez o mais comentado pela mídia, foi o baixo público. Depois de uma edição recordista, como foi a de 2017, Doha amargou um estádio praticamente vazio. Na prova mais prestigiada do atletismo mundial, apenas 11 mil pessoas estavam presentes no Estádio Internacional Khalifa para ver a final dos 100 metros rasos.

Quem não poupou críticas ao evento, à organização e à Iaaf, foi o francês Kevin Mayer, recordista mundial do decatlo. “Nós todos podemos ver que este Mundial é um desastre. Não há ninguém nas arquibancadas, e o calor não foi adaptado”.

“Houve quase 30 desistências na maratona feminina. Isso é triste. É preciso deixar a razão de lado e se concentrar na paixão [pelo esporte], porque se não fosse por isso eu teria boicotado este Mundial. Os atletas não foram priorizados ao se promover esta competição aqui. Isso torna tudo difícil”, comentou.

O próximo Mundial de atletismo será realizado entre 6 e 15 de agosto de 2021, em Eugene, Oregon, nos Estados Unidos.

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